Teatro Clube recebeu congresso sobre o futuro do jornalismo com presença do Ministro da Presidência
O Teatro Clube de Penamacor recebeu, este sábado, dia 18 de abril, o congresso “O jornalismo que temos. O jornalismo que queremos. O jornalismo de que precisamos”, promovido pelo Jornal do Fundão no âmbito das comemorações do seu 80.º aniversário, numa iniciativa coorganizada com o Município de Penamacor.
A sessão de abertura contou com a presença do Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, do Presidente da Câmara Municipal de Penamacor (CMP), José Miguel Oliveira, e do Diretor do Jornal do Fundão, Nuno Francisco.
Num contexto comunicacional em constante transformação, o congresso propôs uma reflexão alargada sobre os desafios do jornalismo contemporâneo, incluindo questões éticas e deontológicas, bem como a sustentabilidade dos órgãos de comunicação social, associada a modelos de negócio em mudança e às exigências crescentes colocadas às redações e aos gestores dos media.
Na sua intervenção, o Presidente da CMP explicou que, desde a primeira hora, o Município respondeu afirmativamente ao desafio de receber estas jornadas, ainda mais sendo um tema premente e de extrema relevância na sociedade atual, que ganhou desafios redobrados com a massificação da informação disponível aos cidadãos. “Nunca tivemos tanto acesso à informação e nunca fomos tão mal informados. É um paradoxo que me assusta e me deixa preocupado com as próximas gerações...O pilar da informação e quem pode desmontar essa desinformação é o jornalista. Ele é a garantia da verdade e a salvaguarda do sistema democrático. Necessitamos de um jornalismo independente, que coloca questões difíceis, que foge do sensacionalismo e que procura a notícia. A garantia da liberdade de imprensa e de um jornalismo de qualidade é o caminho para a garantia da democracia”, disse, abrindo as jornadas.
Aproveitando a presença do Governante, António Leitão Amaro, José Miguel Oliveira deixou, ainda, um apelo, afirmando que a hora de inverter o declínio de serviços, de empresas e de pessoas no interior do País é hoje e agora. “Estes territórios necessitam de um Governo com visão, que olhe para eles, não como interior, mas como sendo o centro da Península Ibérica, de dois países, de duas capitais europeias e de uma plataforma turística que é, atualmente, a maior a nível mundial, com 120 milhões de turistas. São necessários investimentos nos nossos territórios, nomeadamente a nível das acessibilidades, como seja a questão do IC31 ou a ligação à A23. Esses investimentos são importantes para combater o despovoamento, a desertificação e para aumentar o investimento económico. O momento é hoje e agora”, apelou.
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