Mário Hélio Gomes de Lima
Professor, jornalista e escritor, Mestre em História pela Universidade Federal de Pernambuco e doutor em Antropologia pela Universidade de Salamanca. Foi coordenador-geral da Editora Massangana e diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundação Joaquim Nabuco, professor-visitante da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e da Universidade de Salamanca. É superintendente de periódicos da Companhia Editora do Governo do Estado de Pernambuco. Publicou, entre outros livros, Brasil Profundo, Espanha Negra (Antropologia), A História Íntima de Gilberto Freyre e Cícero Dias – uma vida pela pintura (História da Arte).
COMUNICAÇÃO / PALESTRA
ECHAD MI YODEA E UM BENDITO DOS PENITENTES DA BARBALHA NO CEARÁ: Cripto-conexões da literatura tradicional do Brasil, Portugal e Espanha com a cultura judaica
RESUMO
“ECHAD MI YODEA” é uma canção cumulativa da tradição judaica. Entre as incontáveis versões e adaptações em diversas línguas, existe uma imprevista e surpreendente: dita-cantada ao longo do tempo pelos penitentes de Barbalha, no Ceará, Nordeste do Brasil. A primeira vez que a escutei foi em junho de 2002, cantada-dita pelo penitente Severino. Ele me contou não se lembrar onde e quando aprendeu aquele bendito que lhe serve de reza. Podemos acrescentar que essa canção-oração que é referida como a das “trezes palavras ditas e retornadas” tem um sentido não só de ensinamento por um processo mnemônico e lúdico, também se aproxima da palavra e da narrativa mágicas. “ECHAD MI YODEA”, sob diferentes designações, introjetou-se na cultura ibero-americana. Entre os muitos exemplos, além desse referido, do Ceará, no Brasil, pode ser mencionado o de Idanha-a-Nova, em Castelo Branco, Portugal.
Currículo
http://lattes.cnpq.br/0859160401831233
Email
mariohelio@gmail.com
Conteúdo atualizado em17 de outubro de 2023às 19:17
