Daniela Levy
Doutora em História pela Universidade de São Paulo. Co- autora do livro "Os judeus que construíram o Brasil" e autora do livro "De Recife a Manhattan: judeus pioneiros em Nova York". Autora de diversos artigos sobre antissemitismo, inquisição e Identidade judaica, publicado no brasil e exterior. Professora, palestrante e curadora sobre os referidos temas.
COMUNICAÇÃO / PALESTRA
O Criptojudaísmo na formação da sociedade brasileira.
RESUMO
Estudando a sociedade no Brasil do século XVIII, podemos perceber que o ambiente árduo da cultura agrícola e mineradora do período, forjou um indivíduo melancólico, reservado, tradicionalista, que respeita a família e é contra os absolutismos e extremismos.
Principalmente nas pequenas vilas e cidades coloniais, os homens viviam para os grupos sociais naturais, como a família ou para as irmandades religiosas. No geral, não havia uma experiência de vida social. O convívio se dava nas festas promovidas pela Igreja, quase obrigatórias entre os cristãos novos que deveriam provar sua fidelidade católica e nos banquetes no recato do lar.
As festas “portas a dentro” era uma realidade entre as famílias de cristãos novos, proibidas da prática judaica, era necessário disfarçar, os jantares da Páscoa judaica, do Ano Novo e a quebra do jejum após o Dia Grande, em banquetes familiares sem nenhum propósito.
A busca pela liberdade se tornou uma procura pela liberdade real, aquela possível dentro do contexto político e não apenas ideal e utópica. Seus costumes tornaram-se tradições familiares sendo transmitidos através das gerações até os dias atuais, que por diversas vezes, as perpetuaram sem conhecer a origem.
Currículo
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Conteúdo atualizado em13 de setembro de 2023às 13:46
