Jornadas de Religiosidade Popular terminam mais uma edição
Terminou a terceira edição das Jornadas da Religiosidade Popular, em Penamacor. O evento deste ano realizou-se no Salão Nobre dos Paços do Concelho e no Auditório da Santa Casa da Misericórdia, nos dias 17 e 18 de maio, respetivamente, contando com a participação de investigadores dos dois lados da raia portuguesa e espanhola. Recorde-se que esta iniciativa é realizada pelo Município de Penamacor, através do Museu Municipal, e em parceria com a Universidade de Salamanca, o Instituto de Investigações Antropológicas de Castela e Leão de Salamanca e a Santa Casa da Misericórdia de Penamacor. A terceira edição teve como mote “Cultos e Romarias na Raia Ibérica” e pretendeu estabelecer uma abordagem académica sobre os cultos regionais e locais, assim como valorizar os estudos das romarias e manifestações culturais populares neste território, com a finalidade de preservar a memória num ato de salvaguarda do património cultural identitário da região. Mais que um evento académico pontual, estas jornadas resultam do trabalho e do esforço que tem vindo a ser feito para centrar territórios “descentralizados” nas diversas áreas de estudo e do saber das ciências sociais e humanas. Para além de várias apresentações sobre a temática em causa, o programa contou, ainda, com representações dos cancioneiros populares ligados à Senhora do Bom Sucesso (Penamacor), Senhora da Ajuda (Escalos de Cima) e Senhor da Saúde (Souto da Casa). Este ano abriram-se, também, portas para uma nova linha de investigação, com a apresentação de comunicações sobre os cultos do Espírito Santo, bastante enraizados na comunidade local, com particularidades distintas presentes na memória coletiva dos povos locais.
Presente na sessão de encerramento, que contou, igualmente com Ángel Espina, da Universidade de Salamanca, a Vice-Presidente da Câmara Municipal, Ilídia Cruchinho, disse estar muito satisfeita com os trabalhos apresentados nos dois dias em que decorreram as jornadas. “Tivemos intervenções de grande nível académico. Foram excecionais, com apresentações muito diferentes umas das outras, o que aumenta o interesse. Verificámos a diversidade e permitiu conhecer aspetos desta religiosidade popular na Beira e em toda a Raia Ibérica. Chegámos ao final do dia e sentimos que estamos todos mais ricos em conhecimento. Permite igualmente preservar este património imaterial e temos a responsabilidade de continuarmos a mantê-lo e a preservá-lo. Espero que no próximo ano estejamos aqui a lançar a terceira revista e a realizar estas jornadas”.
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