Imaginemos um lugar onde o sol de verão cobre de ouro o chão dos montados, exsuda resinas essenciais pelo silêncio das encostas bravias no pino do meio-dia, banha os corpos de bronze e faz apetecer as sombras...
Um lugar suspenso na noite povoada de astros, de silêncios, rumores, ante o brilho dos olhares...
Um universo sensível onde tudo pode acontecer, sem reservas, nem limites, nem fronteiras...
Um lugar simultaneamente ponto de convergência e de irradiação, território regenerador de afectos, inspirador de desejos, de sonhos...
Ilha banhada de luar, acostada e acometida pela magia criadora de artistas aventureiros, pela avidez dos amantes e por toda a espécie de náufragos, perante a curiosidade benigna dos simples... Imaginando um lugar assim, fica-nos o desejo de vivê-lo; e, pela força desse desejo, o imperativo de
criá-lo! Somos, então, chegados à Kulturlândia... |