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Antiga Casa da Câmara

 

“Entre os lugares escolhidos na Idade Média para a realização de assembleias e demais actos concelhios estavam as próprias portas da cidade ou da vila (...) Penamacor é um exemplo perfeito de localização da casa da câmara sobre as portas da vila.”

Carlos Manuel Ferreira Caetano

 

Não há certeza quanto à data de construção da antiga Casa da Câmara. Por simples observação depreende-se que o edifício actual resulta de várias intervenções ao longo dos últimos séculos. Nele reuniram e deliberaram os vereadores do concelho até aos anos 1800, altura em que se construíram os novos Paços do Concelho. Despojado das suas antigas funções, o edifício viria a servir de paiol da guarnição militar (Landeiro, O Concelho de Penamacor). Em 1949 foi sede do núcleo embrionário do Museu Municipal. Entre 2005 e 2010 acolheu temporariamente o Posto de Turismo. Hoje exibe um conjunto de documentos e objectos relacionados com o exercício da administração local nos períodos medieval e moderno, bem como alguns vídeos reveladores do património natural e etnográfico do concelho.

Torre de Menagem – Centro de Interpretação do Castelo

 

O Castelo de Penamacor, entendido como toda área amuralhada do antigo burgo medieval, continua a exercer sobre o visitante a atracção e o fascínio que os lugares históricos proporcionam, seja por simples curiosidade, seja pela sensação aventurosa e romântica de um imaginado regresso ao passado que inspiram.
Com este guia desejamos evidenciar aqueles sinais que o tempo teima em apagar, de molde a contribuir para uma melhor percepção do que foi este espaço em tempos recuados.

 

Na sala abobadada encontra-se exposto parte de espólio arqueológico obtido nas escavações levadas a cabo nas zonas da alcáçova e Pelourinho, em consequência das quais foi possível determinar um longo período de ocupação deste lugar pelo homem, que se estende desde os tempos neolíticos até aos nossos dias.

 

Uma maquete à escala confronta o visitante com uma representação aproximada do que seria o antigo burgo amuralhado nos inícios do século XVI.

 

Ver desdobrável (pdf)

Museu Paroquial de Aldeia de João Pires

Arte Sacra; Arqueologia e Etnografia

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Morada e Contactos
Centro Paroquial de Aldeia de João Pires
Largo do Adro da Igreja
6090 Aldeia de João Pires
Marcação de Visitas:
Tel.: 277385418; 918168133

Núcleo Museológico da Bemposta

Capela de S. Sebastião
O acervo expositivo deste núcleo museológico integra um conjunto de artefactos – fundamentalmente aras com inscrições romanas e estelas funerárias – cuja proveniência se desconhece, mas que se revestem de relevante importância histórica, constituindo indicadores cronológicos interessantes no que respeita às diferentes fases de ocupação humana do território que hoje compreende a freguesia da Bemposta, bem como no contexto regional do concelho de Penamacor e da Beira Interior.
É justo afirmar-se que este núcleo expositivo resulta, em primeiro lugar, da preocupação manifestada pelos autarcas e cidadãos da freguesia da Bemposta relativamente à guarda e conservação de um precioso conjunto de bens arqueológicos em perigo de deterioração ou mesmo de descaminho; depois, valeu o bom entendimento entre a Junta de Freguesia da Bemposta, Diocese da Guarda, por intermédio da Fábrica da Igreja, e Câmara Municipal de Penamacor, que financiou a obra e forneceu o suporte técnico necessário. Deste modo se acautelou e valorizou não só aquele património, como se recuperou e se devolveu ao uso público um edifício de grande simbologia para a freguesia.

 

Inscrições Romanas da Bemposta           
Documentam as inscrições romanas achadas no termo de Bemposta um bem sugestivo processo de aculturação entre a população preexistente e os romanos recém-chegados.
Assim, os nomes de pessoas estão escritos em Latim, mas resultam da latinização de nomes correntes, de significado concreto; por outro lado, mantém-se o culto à divindade protectora do local, Bandis Isibraia, o que denota inteligente espírito de tolerância por parte do povo romano.
Temos, por conseguinte, dois tipos de inscrições: as funerárias, com o epitáfio e a identificação dos defuntos; e as votivas, expressão do cumprimento, de livre vontade, da promessa feita à divindade.
De notável, o facto de o epíteto da divindade nos informar de que a Bemposta romana era identificada mediante um nome seguramente aparentado com Isibraia, palavra cujo exacto significado nos é, porém, desconhecido: pode tratar-se do nome dos habitantes pré-romanos (os Isibraios?) ou o do local.
A título de exemplo, veja-se que o texto de um desses ex-votos reza, em latim, que Cílio, filho de Câmalo, cumpriu o voto a Bandi Isibraiegui (assim vem identificada a divindade). O dedicante está nomeado como era hábito entre os indígenas: um só nome seguido do do pai – como hoje ainda amiúde acontece em meios pequenos onde toda a gente se conhece.

José d’Encarnação


As Estelas da Bemposta
As estelas discóides expostas pertencem a dois grupos distintos; nos exemplares mais comuns, medievais e tardo-medievais, encontram-se gravados quadrifólios rebaixados (E1) e cruzes gamadas simples ou inscritas em círculos (E8; E9), relacionadas com o conceito de movimento, da passagem do tempo, e, simbolicamente, com a duração da vida ante e post-mortem. Outro motivo recorrente, a estrela de cinco pontas ou pentalfa inciso (E11), representa uma fonte de luz, o centro místico símbolo do microcosmo e do ser humano regenerado, sendo ainda modelo do conceito de perfeição num mundo envolto em trevas.
A maioria dos exemplares são muito raros em contextos arqueológicos nacionais, mostrando uns, em baixo relevo, motivos em espiral (E2; E4), círculos concêntricos, simples ou raiados (E1), e, outros, incisões lineares geométricas ou divergentes. Estes modelos decorativos são representações simbólicas ligadas à luz e ao conceito de eternidade, que remetem também para a forma do disco solar, constituindo o tipo mais arcaizante das estelas aqui apresentadas. Os conjuntos de círculos fechados asseguram ainda a protecção contra a influência nefasta de espíritos maléficos. A maior parte das estelas apresentam decoração em ambas as faces.
Recuperadas fora do seu local de origem, as estelas são de difícil atribuição, quer quanto à sua cronologia quer no que respeita à comunidade que as produziu, embora as mais antigas se possam integrar no período tardo romano (sécs. V a VIII), considerando-se também que possam ser de origem indígena posterior à romanização.

Silvina Silvério


Na exposição figura ainda um grande monólito paralelipipédico, que provavelmente corresponde a um marco de separação de território entre os bens do concelho de Penamacor e o senhorio da Bemposta, pertencente à Ordem dos Cavaleiros Templários.Trata-se de um exemplar datado dos séculos XIII ou XIV, gravado com a cruz patada adoptada pela referida Ordem em meados do século XII, mas que continuou a ser usada após a sua extinção. O crescente lunar, que ainda faz parte do brasão penamacorense,constitui um motivo antigo, contemporâneo dos exemplares decorados com motivos solares, sendo mais representado em estelas da região meridional galaica e do norte de Portugal, em contextos datados dos séculos I a IV, cronologia proposta pelos registos epigráficos e iconográficos associados; podemos ainda interpretar a cabeça de touro como símbolo identificativo de linhagem ou de poder.

 

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Ver flyer pdf

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Morada e Contactos:
Capela de S. Sebastião
Rua de S. Sebastião
6090-281 Bemposta PNC

Marcação de Visitas:
Tel.: 934272067; 969655018

Museu Dr. Mário Bento

No momento da concretização de uma obra não podemos esquecer o que lhe está na origem, o seu percurso, os seus obreiros. Como de um rio que finalmente desagua no mar fecundo temos de recuar à nascente para que dele tenhamos a consciência plena, também do Museu Dr. Mário Bento devemos procurar a sua razão primordial nos meandros de um espírito jovem, desperto para o mundo que o rodeia e ávido de respostas perante interrogações suscitadas pela observação atenta do meio. Daí à prática da arqueologia foi um passo. As mesmas motivações e preocupações - desejo de desvendar e compreender o passado, preservartestemunhos e partilhar o resultado dos seus estudos - estariam na base do sonho que o Dr. Mário Bento acalentou até ao fim dos seus dias: ver o seu espólio acolhido a um museu, de modo a poder ser por todos desfrutado. Um museu na sua terra, este que aqui se apresenta, fruto, em primeiro lugar, de quem um dia ousou sonhar, mas também da boa vontade, trabalho e dedicação de quantos contribuíram para que o sonho se tornasse realidade. A melhor homenagem que lhes podemos prestar é assegurar, para o futuro, o desempenho das funções museológicas desta casa. Quanto ao Dr. Mário Bento, temos a certeza de que nada lhe daria mais satisfação do que ver cumprido o seu grande desígnio. Tanto como a gratidão que lhe devemos, congratulamo-nos por sermos parte de uma obra que enaltece o seu nome e enriquece a Meimoa e o concelho de Penamacor.

 

Biografia Dr. Mário Bento
Mário Pires Bento nasceu a 22 de Outubro de 1909 na cidade da Covilhã. Cedo regressa à terra natal dos seus pais, a Meimoa, onde passa os primeiros tempos de meninice.
A sua formação escolar começa na Meimoa, prosseguirá na Guarda e será concluída em Lisboa.
Em 1932 ingressa no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, concluindo a licenciatura em Ciências Económicas e Financeiras em 1936.
Inicia a sua actividade profissional como professor do Ensino Técnico Particular. Em 1940 inicia a carreira administrativa na Câmara Municipal de Penamacor, mais tarde continuada em Almeida e em Oliveira do Hospital. E em 1955 é admitido na Câmara Municipal de Almada onde permanecerá até à sua aposentação como Director-Delegado dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento.
Dedicou aos assuntos culturais uma parte significativa da sua vida pessoal. As viagens e o coleccionismo constituíram as suas actividades predilectas. Na Meimoa, e no seu território, recolheu um significativo número de objectos etnográficos e arqueológicos - alguns de inestimável valor histórico e cultural. O interesse pela arqueologia será contínuo ao longo da sua vida e sempre renovado. No final dos anos 50 frequenta na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa algumas disciplinas desta área. E no início da década seguinte realiza algumas sondagens arqueológicas em sítios arqueológicos romanos da freguesia da Meimoa. A partir de então dá notícia destes trabalhos e de outras descobertas em várias publicações, por vezes também em colaboração com outros investigadores. Ainda que a maior parte dos seus trabalhos de recolha e estudo se tenham centrado sobre a Meimoa, dedicou também atenção a outros locais como, por exemplo, a Penamacor ou a Almada, e a outros temas, de que se destacam a museologia, a arte e o turismo. Faleceu a 30 de Outubro de 2000, em Almada, cidade que considerava como a sua segunda terra natal depois da Meimoa.


Lagar
O Museu Dr. Mário Pires Bento ocupa o antigo lagar da família Cameira, após adaptação e ampliação do edifício para este novo fim pela Câmara Municipal de Penamacor. O museu guarda, e exibe selectivamente, a colecção arqueológica e etnográfica doada pelo patrono do museu, e mostra o equipamento e mobiliário industriais do lagar. A este acervo nuclear juntam-se outras peças que, entretanto, foram oferecidas por outros dadores.
O primeiro piso recebe a portaria do museu e uma zona de repouso com um pequeno bar, assim como os sanitários. Ainda neste piso, encontra-se um depósito de materiais arqueológicos. Na restante área encontra-se o lagar propriamente dito. Este complexo industrial foi construído no início da década de 40 do século XX, tendo sofrido várias reformas até à sua desactivação na década de 80.
Do lagar conservam-se bem todos os seus espaços funcionais e respectivos equipamentos mecânicos. Está dividido em três sectores. O primeiro é constituído pela zona das tulhas para armazenagem e pesagem da azeitona, hoje apenas marcadas no pavimento, a zona da lavagem e a zona da moagem. Noutra sala, em pavimento sobrele-vado, os geradores e motores compartilham o espaço com a termo-batedeira onde a azeitona triturada era bem envolvida e aquecida e transportada em vagonetes, circulando em carris, para as prensas hidráulicas. Por fim, na zona mais baixa desta sala as prensas espremiam a massa, obtendo uma mistura de óleo e de águas vegetativas. Esta era recolhida em tanques onde por gravidade, ou conduzidas a uma centrifugadora, o azeite era separado dos líquidos.
O segundo piso é constituído por uma área de trabalho e uma pequena reserva museológica. A restante área constitui uma ampla zona expositiva, agora ocupada com a exposição inaugural do museu: A colecção de Mário Pires Bento. Do gosto de coleccionar à preservação do património cultural. Mostra selectiva e encenada. Esta está organizada em três núcleos: Exposições 1 e 2 - Etnografia: o pão e o vinho; Exposição 3 - Arqueologia: a presença romana no território da freguesia da Meimoa.

 

O Pão
O pão é um dos alimentos essenciais da dieta alimentar local até aos anos sessenta, data em que o mundo rural cristalizado em práticas e sistemas ancestrais entra em ruptura. Perdura, no entanto, a sua importância alimentar e simbólica.
O fabrico do pão é a última operação de um longo e, por vezes, árduo ciclo de trabalho.
Num primeiro bloco expositivo apresenta-se uma mostra curta dos objectos e alfaias utilizados no cultivo, ceifa e debulha dos cereais e na obtenção da farinha. Tratam-se de peças anteriores à mecanização da agricultura e da moagem, ainda que algumas possam ser contemporâneas da utilização destes novos processos. Serão peças datáveis, num limite máximo, dos inícios dos anos 70. Algumas exibem marcas de uso intensivo e reparações sucessivas; são hoje instrumentos em desuso e tecnologias extintas.
A segunda parte da exposição centra-se no fabrico do pão. Se os objectos têm alguma antiguidade, a mesma que as alfaias anteriores, o modo de fabrico - a mistura dos ingredientes (a farinha, o sal, a água e o fermento), os tempos de espera para fintar a massa e, por fim, a cozedura em forno de lenha, aqui não representada - continuam inalteráveis na actualidade.

 

O Vinho
Esta bebida, carregada de sentidos simbólicos, acompanha a vida das populações rurais tradicionais. Está presente nas celebrações rituais, nos convívios sociais e familiares e no duro quotidiano da vida no campo.
Mostram-se aqui os utensílios e equipamentos que serviam a vindima, a vinificação e o fabrico da aguardente. Este núcleo tem a particularidade de não ser, na totalidade, o resultado de uma recolha de objectos etnográficos, mas antes mostrar o conjunto de utensílios e equipamentos que Mário Pires Bento tinha ao seu serviço para produzir o seu próprio vinho. Não sendo as peças particularmente antigas, constituem um bom conjunto, coerente e relativamente completo, que documenta bem a actividade vinícola de uma casa agrícola de média dimensão da região. A vinha que possuía permitia uma produção regular e de alguma quantidade, utilizando os métodos tradicionais locais. Uma parte do vinho e da aguardente era vendida e outra era engarrafada, com rótulo próprio: Cerquita, o nome da propriedade onde estava a vinha.

 

Arqueologia
A área da freguesia da Meimoa conheceu no período romano um intenso povoamento. Esta ocupação que remonta aos finais do século I a. C. é testemunhada por abundantes materiais arqueológicos e ruínas de construções. O vicus mencionado na ara dedicada ao imperador Trajano seria o povoado mais importante deste território.
Talvez localizado na Canadinha, vasto sítio arqueológico a pouca distância da aldeia. Da arquitectura destes locais conhecemos muito pouco: as escavações realizadas por Mário Bento permitiram a descoberta de uma pequena parcela de uma habitação. As paredes são de alvenaria e uma das salas tinha o pavimento revestido com uma argamassa de cal e cerâmica moída. Porém, os achados avulsos revelam-nos outros aspectos das construções: o uso do granito para os elementos arquitectónicos mais elaborados como, por exemplo, colunas, pilares e capitéis. Estão presentes os ele-mentos de cobertura cerâmicos e os tijolos para fins diversos: pavimentos, arcos e alvenarias.
Os campos eram ocupados por explorações agro-pecuárias. As mais importantes eram as villae. A mais notável parece ter sido a do Cabeço do Lameirão. Existiam também outras mais pequenas, os casais ou granjas. É também provável que houvesse outros ainda mais pequenos, simples habitações ou pequenos abrigos de apoio às actividades agrícolas. Nestas explorações produziam-se certamente cereais, leguminosas, vinho e azeite, a par da pastorícia e da criação de animais domésticos. As talhas, sempre presentes nestes sítios, serviam para o armazenamento do azeite, do vinho e também dos cereais. Os moinhos denunciam o consumo dos cereais em farinha; encontram-se dois tipos: os moinhos manuais e os de tracção animal. Outras actividades eram praticadas, como a tecelagem ou a metalurgia.
A vida destas populações era tutelada por divindades clássicas - e divindades locais que, por agora, ainda desconhecemos - aqui representada por uma ara dedicada a Júpiter. Testemunhando os rituais da morte destas populações, sobreviveram alguns monumentos e objectos. As famílias mais abastadas faziam guardar os restos mortais dos seus elementos em jazigos, onde se colocava uma inscrição em memória dos falecidos. Eram também comuns as estelas, monumentos de tradição indígena, fincadas no chão à cabeceira dos enterramentos. Noutras ocasiões, com os enterramentos eram depositados alguns objectos de uso quotidiano como oferendas rituais, por exemplo, bilhas ou púcaros.

 

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Morada e Contactos
Estrada Nacional 233
6090-385 Penamacor
Visitas  por marcação:
Tel.: 277394106; 969655018

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