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Cunha Leal

 

BIOGRAFIA

Engenheiro e político, nasceu Pedrógão de S. Pedro, concelho de Penamacor, em 22 de Agosto de 1888. Frequentou as antigas Escolas Politécnica e do Exército, nas quais obteve as mais altas classificações e prémios pecuniários. No posto de tenente de Engenharia, foi, em comissão de serviço, para Angola, onde exerceu vários cargos, entre os quais, o de chefe de brigada nos caminhos de ferro de Angola.
De regresso à metrópole, já capitão, tomou parte na Grande Guerra, em França. Vindo de licença a Portugal, Sidónio Pais, que era membro do governo, nomeou-o diretor geral dos Transportes Terrestres. Pouco depois, foi eleito deputado, pela primeira vez, pela sua região, não mais deixando, até 1926, de ocupar um lugar no Parlamento. Após a morte de Sidónio Pais, foi um dos chefes do movimento revolucionário de Santarém, em janeiro de 1919. Gozou, então, de grande notoriedade, ficando memorável um discurso que pronunciou no Teatro Apolo. Pouco depois, foi nomeado diretor geral da Estatística e, a seguir, em 1921, eleito deputado por Angola, ingressou no Grupo Parlamentar Popular, chefiada pelo dr. Júlio Martins. Dirigiu o jornal O Popular, órgão do partido saído daquele Grupo. Em 1920, foi ministro das Finanças, num governo presidido pelo dr. Álvaro de Castro e que caiu quando se apresentou ao Parlamento. Em dezembro do mesmo ano, no governo que se seguiu àquele e a que presidia o coronel Liberato Pinto, voltou a sobraçar a pasta das Finanças. Apesar de dr. António Granjo quando presidente de um ministério, o ter atacado no Parlamento, ao ponto de cortarem relações, quando a seguir aos trágicos acontecimentos de 19 de outubro de 1921, os revoltosos foram procurar o dr. António Granjo, a casa, para o matar, este foi acolheu-se a casa do seu adversário político, Cunha Leal, que lhe deu hospitalidade e o acompanhou ao Arsenal da Marinha, na sinistra “camioneta da morte”. Enquanto António Granjo, separado à força de Cunha Leal, era assassinado numa das salas, este era alvejado a tiro, sendo ferido no pescoço. A sua atitude nesta sangrenta emergência valeu-lhe um recrudescimento de simpatia, que se avolumou com a sua declaração formal, ao pedir licença ilimitada no Exército, de que não voltaria a vestir a farda enquanto não fossem condenados os autores dos crimes de 19 de outubro. Foi ministro do Interior de um novo governo, e fez com que fossem instaurados processos àqueles criminosos e realizou eleições, sendo deputado por Chaves, círculo que elegia António Granjo, em homenagem à sua atitude para com este. Em 1923, num gabinete presidido pelo dr. Ginestal Machado e do qual foi ministro da Guerra o general Óscar Carmona, voltou a ocupar a pasta das Finanças. Este governo caiu após tentativa revolucionária abortada, e, já demissionário, Cunha Leal fez na Sociedade de Geografia, uma conferência, em que defendeu o estabelecimento de uma ditadura. Quando se organizou o Partido Nacionalista, foi o seu líder na Câmara dos Deputados. De agosto de 1924 a abril de 1925, foi reitor da Universidade de Coimbra, de onde saiu por ter sido acusado de ter tido afinidades com o movimento de 18 de abril, motivo porque também esteve preso, mas posto em liberdade pouco depois, por se não haver provado a acusação. No julgamento dos acusados por esse motivo, defendeu, na Sala do Risco, alguns oficiais. Em 1925, foi nomeado vice-governador do Banco Nacional Ultramarino e, atacado por causa dessa nomeação, num congresso do seu partido, resolveu abandoná-lo e fundar a União Liberal Republicana.
Em 19 de julho de 1926, pediu a demissão de oficial do Exército.
No ano seguinte, foi nomeado delegado de Portugal à Conferência Económica Internacional, realizada em Genebra. Depois foi eleito membro do Comité Consultivo da Organização Económica da Sociedade das Nações. Em 1927, foi nomeado governador do Banco de Angola, lugar que exerceu até 1930. A partir de então, a sua combatividade deu lugar a que tivesse uma larga estadia nos Açores, depois na Madeira e, a partir de maio de 1935, durante dois anos em Espanha.
O jornalismo sempre o atraiu. Ainda aluno da Escola do Exército, colaborou, sob o pseudónimo de Francisco Moreno, em vários jornais e, mais tarde, no Intransigente, de Machado Santos. Dirigiu O Século, de 30 de outubro de 1922 a 16 de março de 1923, e A Noite, assim como, de 1934 a 1935, a revista mensal Vida contemporânea. Enquanto diretor de O Século tomou parte no Congresso da Imprensa Latina, em Lyon. Orador notável, são célebres alguns dos seus discursos e conferências, designadamente do panegírico do papa Pio XI, em 1926, a conferência sobre internacionalismo, no S. Luís Cine, em 1928, e o discurso proferido, em 1929, no 4º Congresso das Beiras. Foi eleito membro da Academia Diplomática Internacional, de Paris, em 1931.
 de Grande enciclopédia portuguesa e brasileira, vol. VIII, pp.278-279
uesia de Aldeia do Bispo ; Penamacor : Câmara Municipal de Penamacor, 2000. - 245 p. ; 21 cm

 

 

BIBLIOGRAFIA

Calígula em Angola / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1924 (Porto : Sociedade de Papelaria, Lda.) . - 207 p. : 20 documentos ; 22 cm. - Edição do autor

Coisas de tempos idos, coisas do tempo presente: comentários a afirmações do Sr. Ministro da Presidência / Cunha Leal. - Lisboa : Inquérito, 1956 (Lisboa : Gráfitécnica) . - 42, [1] p. ; 20 cm

Coisas do tempo presente: cântaro que vai à fonte... / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1963. - Vol. 7 (240, [5] p.) ; 20 cm ; 8 vols. - Edição do autor. 1ª ed

Coisas do tempo presente: coisas da Companhia de Diamantes de Angola : Diamang / Cunha Leal ; com colab. jurídica de Dr. Artur Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1957 (Lisboa : Gráfica Monumental) . - Vol. 1 (137 p.) ; 20 cm ; 8 vols. - Edição do autor

Coisas do tempo presente: o colonialismo dos anticolonialistas / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1963. - Vol. 4 (156 p.) ; 20 cm ; 8 vols. - Edição do autor

Coisas do tempo presente : a gadanha da morte : reflexões sobre os problemas euro-africanos / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1961 (Lisboa : S.G.C.) . - Vol. 5 (231, [1] p.) ; 20 cm ; 8 vols. - Edição do autor

Coisas do tempo presente : ilusões macabras / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1964 (Lisboa : Tip. Leandro, Lda.) . - Vol 8 (274, [4] p.) ; 20 cm ; 8 vols. - Edição do autor

Coisas do tempo presente : novas coisas da Companhia de Diamantes de Angola : Diamang / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1959 (Lisboa : Sociedade Gráfica Nacional, Lda.) . - Vol. 2 (189, [1] p. : tabela) ; 20 cm ; 8 vols. - Edição do autor. 1ª ed

Coisas do tempo presente : a pátria em perigo / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1962 (Lisboa : Tip. Leandro, Lda.) . - Vol. 6 (300 p.) ; 20 cm ; 8 vols. - Edição do autor

Coisas do tempo presente : peregrinações através do poder económico / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1960 (Lisboa : Gráfica Imperial) . - Vol. 3 (272, [3] p.) ; 19 cm ; 8 vols. - Edição do autor. - Novas peregrinações diamanganas, deambulando por terras de Manica e Sofala, navegando nas albufeiras do Zêzere, digressão abissal pela Sofene

O empréstimo externo : alguns documentos / Cunha Leal. - Lisboa : [s.n.], 1927 (Lisboa : Tipografia Formosa) . - 88 p., 1 fl. solta : 1 estampa ; 20 cm. - Autor natural de Pedrógão de S. Pedro, Penamacor. - Foi feita uma tiragem em papel especial. - Edição de um grupo de amigos e admiradores do ilustre homem público Sr. Cunha Leal, Dezembro de 1927. - Errata

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Eu, os políticos e a nação / Cunha Leal. - Lisboa : Portugal-Brasil Sociedade Editora, [1926?]. - 334, [3] p. ; 19 cm

História do conflito entre um Ministro das Finanças e um Governador do Banco de Angola / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1930 (Lisboa : Oficinas Gráficas) . - 127, [2] p. : tabelas ; 22 cm. - Edição do autor

Internacionalismo : Trotsky e Staline. - Lisboa : Cunha Leal, 1928 (Lisboa : Tipografia Formosa) . - 40 p. : 1 estampa ; 20 cm. - Autor natural de Pedrógão de S. Pedro, Penamacor. - Conferência realizada no Teatro de São Luís no dia 6 de Janeiro de 1928. - Edição do autor

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As minhas memórias : coisas de tempos idos : na periferia do tufão : de 1 de janeiro de 1917 a 28 de maio de 1926 / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1967 (Lisboa : Livraria Petrony) . - Vol. 2 (473 p.) ; 22 cm ; 3 vols. - Edição do autor

As minhas memórias : coisas de tempos idos : arrastado pela fúria do tufão : de 28 de maio de 1926 a 4 de dezembro de 1930 / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1968. - Vol. 3 (428 p.) ; 22 cm ; 3 vols. - Edição do autor

As minhas memórias : coisas de tempos idos : romance duma época, duma família e duma vida de 1888 a 1917 / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1966 (Lisboa : Tipografia Leandro) . - Vol. 1 (369, [1] p.) ; 22 cm ; 3 vols. - Edição do autor

Nacionalismo / Cunha Leal. - Lisboa : [s.n.], 1927 (Lisboa : Tipografia Formosa) . - 334, [3] p., 1 fl. solta : 1 estampa ; 19 cm. - Autor natural de Pedrógão de S. Pedro, Penamacor. - Conferência que se devia realizar na Sociedade de Geografia, em 1 de Dezembro de 1927 e que foi proibida pelo governo. - Edição de um grupo de amigos e admiradores do ilustre homem público Sr. Cunha Leal, Dezembro de 1927. - Convite dirigido ao Chefe da URL para analisar... (folha solta)

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A obra intangível do Dr. Oliveira Salazar / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1930 (Lisboa : Gráfica Editorial) . - 141 p. : tabelas ; 19 cm. - Edição do autor

Oliveira Salazar, Filomeno da Câmara e o Império Colonial Português / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1930 (Lisboa : Sociedade Gráfica Editorial) . - 178, [1] p. ; 19 cm. - Edição do autor

Subsídios para o estudo do problema do crédito em Angola / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1930 (Lisboa : Oficinas Gráficas) . - 86, [1] p. ; 22 cm. - Autor natural de Pedrógão de S. Pedro, Penamacor. - Edição do autor. - Distribuição gratuita. - Conferência realizada a 4 de Janeiro de 1930 na sala de sessões da Assoc. Comercial de Lisboa a convite do Centro Colonial. - Correspondência, notas oficiosas, enquanto Governador do Banco de Angola

A técnica e as transformações sociais contemporâneas  / Cunha Leal. - Lisboa : Cunha Leal, 1933 (Lisboa : Sociedade Nacional de Tipografia) . - XIV, 234, [2] p. ; 19 cm. - Edição do Autor