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REDE DE PERCURSOS PEDESTRES

 

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Percurso onde a tradição, a cultura e a história se aliam em comunhão com a Natureza, num circuito fechado de 10 km.
Partindo do Museu Municipal vá até ao Geossítio “Miradouro da Casa do Ramalho”, percorra a Mata Municipal, usufruindo das magníficas paisagens que nos remetem para outros tempos. De seguida, poderá conhecer um verdadeiro testemunho da atividade mineira associada à exploração do chumbo, de meados do séc. XX, nas “Minas do Palão”. Aqui encontra os antigos edifícios nas imediações da corta mineira. Depois já de regresso à Vila, em direção do Cimo de Vila, ao percorrer as ruas, caminhos e veredas ladeadas por muros de antigas hortas repletas de oliveiras centenárias, vai encontrar alguns dos seus mais importantes monumentos, de que se destacam o Castelo de Penamacor  Torre de Menagem, Antiga Casa da Câmara, Torre do Relógio, Pelourinho, Igreja da Misericórdia, Casa da Memória da Medicina Sefardita António Ribeiro Sanches, Igreja de São Tiago (Matriz) e o Convento de Santo António de Penamacor.

This is a route where Tradition, Culture and History are in communion with Nature, in a closed circuit of 10 km.
Beginning at the Municipal Museum, the route heads to the Geosite “Viewpoint of the House of Ramalho (Casa do Ramalho)” and goes through the Municipal Forest, providing the opportunity to enjoy the magnificent landscapes that stand as a reminder from other times. Then, there is the possibility to see a true testimony of the mining activity associated to the exploration of lead, dating from the middle of the 20th century, the Mines of Palão (“Minas do Palão”). Here, the ancient buildings are found near the open sky mining terraces. Returning to town, towards Cimo de Vila, along the streets, ways and paths lined with the walls of old gardens full of centennial olive trees, it is possible to find some of its most important monuments, such as the Penamacor Castle - Keep, the former Building of the Town Council, the Clock Tower, the Pillory (“Pelourinho”), the Church of Mercy, António Ribeiro Sanches Sephardic Medicine House of Memory, the Church of Saint James (São Tiago) (main church) and the Convent of Saint Anthony (Santo António) of Penamacor.

 

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Mapa Turístico de Penamacor

 

Penamacor foi uma das mais importantes fortalezas da fronteira portuguesa.
A génese administrativa da vila está nos finais do séc. XII, altura em que D. Sancho I concede Foral a Penamacor em 1209. Ainda hoje são visíveis monumentos que atestam a importância estratégica militar de Penamacor, além de outros monumentos emblemáticos.

Penamacor was one of the most important fortresses of the Portuguese frontier.
Its origin as administrative center goes back to the 12th century, when King D. Sancho I concedes by Royal Charter the creation of Penamacor County in 1209. To this day there are still monuments which confirm the military strategic importance of Penamacor, along with othe remarkable monuments.

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Sinta a Natureza!
No centro de exaltantes paisagens esculpidas durante centenas de milhões de anos, entre a Meseta e a Cordilheira Central Ibérica, onde a província da Beira Baixa já aponta ao Alentejo; Penamacor é habitat natural do Lince-ibérico, que partilha a área protegida da Serra da Malcata com uma extraordinária diversidade de fauna e flora.

Feel the Nature!
In the midle of spectacular landscapes sculpted during hundreds of millions of years between the Meseta and Cordilheira Central Ibérica, where Beira Baixa’s region points towards Alentejo; Penamacor is a natural habitat of the Iberian Lynx, which shares the protected area of the Serra da Malcata, with high diversity of fauna and flora.

 

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Romarias

O concelho de Penamacor, tradicionalmente, revela a sua religiosidade também nas suas festas e romarias. No espaço sagrado que rodeia as ermidas, o nosso povo continua a sua história, revive o passado nas tradições, no folclore, no mistério da vida e da morte, envolvendo-se no manto da natureza, rezando e cantando, suplicando a protecção de Deus e dos Santos para o tempo e eternidade. O sagrado afirma-se na missa e procissão, nas promessas e na oração; o profano no convívio, nas merendas, na feira.
As nossas romarias celebram-se na Primavera, logo depois da Páscoa, e têm um carácter essencialmente mariano.

Nossa Senhora do Incenso
Realiza-se na Segunda Feira de Páscoa. O santuário localiza-se a cerca de 2 km da vila de Penamacor, a poente, junto à estrada Fundão/Covilhã.


Senhora do Bom Sucesso
Realiza-se no 2º Domingo depois da Páscoa. O santuário situa-se a cerca de 12 km de Penamacor, seguindo pela estrada de Espanha.


Nossa Senhora da Quebrada
Celebrada primitivamente na Quinta Feira da Ascenção, realiza-se agora no 6º Domingo depois da Páscoa, em Benquerença. Da ermida, situada num outeiro a 1,5 km da povoação, junto à estrada do Anascer, avista-se vasta panorâmica do vale circundante.


Nossa Senhora da Póvoa
A mais conhecida romaria do concelho e uma das mais maiores da Beira Baixa, realiza-se Segunda Feira do Espírito Santo (50 dias após a da Páscoa) num belo e amplo santuário no sopé da serra d'Opa, a cerca de 1,5 km da aldeia do Vale da Senhora da Póvoa. O arraial decorre de Sábado a Segunda.

 

 

Outras festas religiosas (por localidades):

Águas
Festa de S. Marcos - 25 de Abril;
Aldeia de João Pires
Festa da Senhora da Graça - 8 de Setembro;
Festa de S. Miguel - 29 de Setembro;
Aldeia do Bispo
Festa de S. Bartolomeu - 24 de Agosto;
Aranhas
Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso - 3º Domingo de Agosto;
Bemposta
Festa de Nossa Senhora da Silva - 15 de Agosto;
Benquerença
Festa de Nossa Senhora das Neves - 5 de Agosto;
Anascer
Benquerença: Festa de Nª Senhora da Saúde - 15 de Agosto;
Meimão
Festa de Stº António - 2º Domingo de Agosto;
Meimoa
Festa de S. Domingos - 2º Domingo de Agosto;
Penamacor
Festa de Stº António - 13 de Junho;
Festa de S. João - 24 de Junho;
Festa de S. Pedro - 28 de Junho;
Salvador
Festa de Santa Sofia - 1º Domingo de Setembro;
Vale da Sª da Póvoa
Festa de S. Tiago - 2º Domingo de Agosto.

 

 

Tradições

 

Janeiras
Findo o ano velho, com os fumeiros recheados de enchidos frescos, grupos de rapazes e raparigas iam de noite pelas portas e quintais a cantar as janeiras, na esperança de colherem aqui uma chouriça, além uma morcela, acolá um copo de vinho, enfim, o que fosse. Cantavam-se primeiro as quadras habituais nos lugares, e recebiam-se depois as janeiras, indo-se dali para outra casa. As ofertas eram normalmente para degustar em grupo, em dia a combinar. No concelho de Penamacor, como em muitos outros, a tradição entrou em declínio com o aproximar do fim do século XX. Já no iní¬cio do novo milénio, a Câmara Municipal empenhou-se em revitalizar a tradição, incentivando as populações a reatar os antigos usos e costumes e promovendo, durante alguns anos, o Encontro Concelhio de Janeiras, com a participação de todas as freguesias.
Eis algumas quadras que se cantavam:

Ainda agora aqui cheguei
Já pus o pé na escada
Logo o meu coração disse
Aqui mora gente honrada.

Levante-se minha senhora
Desse banco de cortiça
Venha-nos dar as janeiras
Ou morcela ou chouriça.

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Madeiro
O Madeiro, designação que aqui assume a fogueira do Menino Jesus, é tradição forte em terras de Penamacor.
Todos os anos, com o aproximar do Natal, por todas as freguesias do concelho, os jovens em idade de cumprir o serviço militar unem-se para cortar e transportar os troncos que alimentarão a fogueira para aquecer o Menino Jesus. O grande monte de madeira, depositado no adro da igreja, é ateado ao cair da noite do dia 24, à excepção de Penamacor, que arde de 23 para 24, e mantém-se aceso durante vários dias. Depois da ceia de Natal, a população reúne-se em redor da fogueira, num gesto ritual de fraterno encontro.
Em Penamacor, a chegada do Madeiro tem data marcada e o acto assume foros de festividade. De facto, no dia 8 de Dezembro, a população acorre generosamente à rua para saudar o cortejo de tractores e reboques, em número que procura sempre bater o antecedente, onde os jovens do ano, dantes só os rapazes e agora também as raparigas, empoleirados nos troncos, atiram à rebatina os frutos do ramo de laranjeira que a praxe manda trazer, cantando acompanhados à concertina.
Mas nem sempre as coisas se processaram de forma tão pacífica. Tempos houve em que encontrar lenha para o Madeiro era tarefa bem mais complicada. Dependentes da boa vontade das casas ricas locais, cujas ofertas ficavam aquém do desejado, os jovens viam-se na necessidade de roubar lenha, bois e carros, tudo a coberto da noite, para dar prova do brio da “Malta das sortes”. Assim se passava na generalidade das freguesias, onde a população ainda mantém o hábito de sair em peso à  rua na noite da consoada. O Madeiro de Penamacor ganhou fama de ser o maior do país.

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“Madeiro” (souchè), feu de joie en honneur de L’Enfant Jésus  - Une tradition très forte au Portugal
Toutes les années, avec l’approche de Noel, dans les petites villes et les petits villages de l’intérieur du Portugal, les jeunes garçons à l’âge de s’acquitter au service militaire, se réunissent pour couper et transporter les troncs des arbres qui approvisionneront le bûcher pour chauffer l’Enfant Jésus. La grande quantité de bois déposé au parvis de l’église, est allumée à la nuit tombante du 24 Décembre et ira se maintenir allumée pendant plusieurs jours. Après le reveillon de Noel, les gens viennent dans la rue et se réunissent au tour du feu, un geste rituel de fraternel rencontre. Le “Madeiro” de Penamacor et le plus grand du Portugal.

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Entrudo
O Entrudo é tempo de folguedos! Como as de muitas tradições, as suas origens podem ser apercebidas em variados rituais e épocas, e a sua evolução é fruto dos diferentes modos e condicionamentos do sentir e do viver dos povos ao longo da história. Pelos aspectos antropológicos e dimensão que assumiram, as Saturnais romanas parecem constituir os mais directos antecedentes do nosso Carnaval. Mas podemos recuar a tempos e a civilizações anteriores, a latitudes e longitudes diversas e encontraremos os seus sinais em cultos e rituais de carácter religioso-espiritual, como os consagrados a Dionísios, na Grécia, a Isis, no Egipto, ou a Nertha, a Terra Mãe dos Teutões. Celebrava-se o renascer da Natureza, a saí¬da da noite do Inverno para a luz da Primavera, face aos quais processos prevaleciam alguns sentimentos igualitários que irmanavam os homens de todas as condições. Eram então permitidas algumas liberalidades comportamentais estritamente cingidas ao perí¬odo dos festejos, tais como danças febris e inversão de sexos e idades. As máscaras, que inicialmente serviam para o culto dos mortos ou para afugentar espí¬ritos, viriam ao longo das épocas a incorporar a tradição carnavalesca no mundo cristão, perdendo o seu significado mágico e simbólico em favor dos bailes, das mascaradas e chocarrices, consoante a geografia e o contexto social.
Em consequência das profundas transformações das sociedades e suas formas de organização, operadas nas últimas décadas, o Entrudo perdeu muitas daquelas características. Na linha de uma política em defesa da manutenção das tradições, a Câmara Municipal tentou, durante alguns anos, chamar os foliões para a rua, organizando desfiles carnavalescos. Mas vicissitudes várias têm criado dificuldades de mobilização, mantendo-se agora apenas o Desfile das Escolas do Agrupamento Ribeiro Sanches.

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Quaresma
Quaresma é o perí¬odo de quarenta dias em que católicos e cristãos de outras confissões se preparam para a Páscoa, isto é, para a celebração dos mistérios da morte e ressurreição de Jesus, questão central da fé cristã. Tempo de penitência, outrora marcado pela observância severa do jejum e da abstinência com vista à purificação, a Quaresma era, e ainda é, um período de grande religiosidade participada no seio das nossas gentes, demonstrada pela pervivência de liturgias e rituais seculares, verdadeiras manifestações de fé, mas também de memória. Algumas destas manifestações assumem no concelho de Penamacor formas muito peculiares, de que são exemplo as ladainhas dos homens e das mulheres, em Aldeia de João Pires. Outrora, por todas as freguesias, em regra nas Sextas Feiras, assistia-se à Encomendação da Almas, cânticos dolentes entoados por grupos de pessoas, que se faziam ouvir na escuridão das noites das aldeias.
Ciente dos valores culturais que tais manifestações encerram, a Câmara Municipal vem envidando esforços para a sua preservação. Em parte fruto desses esforços, subsistem hoje, felizmente, em quase todas as freguesias, grupos que vão mantendo vivo esse precioso conjunto de tradições, onde se incluem as Vias Sacras e as Procissões dos Passos. A procissão do Enterro do Senhor, na vila de Penamacor, é um momento muito particular de grande demonstração de fé e religiosidade populares.

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Santos Populares
Apesar do apagamento progressivo das antigas tradições, os Santos Populares mantêm-se bem presentes na vivência das gentes do concelho. Naturalmente, já não se acendem fogueiras em cada rua, nem se montam arraiais em cada bairro, mas ainda é fácil depararmos com reuniões de vizinhos e amigos em muitas das nossas localidades pelas noites de S. João, à  volta da sardinha assada e da fogueira de rosmaninhos. Em Penamacor, o S. Pedro tem honras de grande festa popular, onde não faltam os bailaricos e a famosa queima da boneca no mastro que se ergue frente à  antiga Casa da Câmara, na zona histórica da vila.

 

Magusto
Nem as mudanças dos tempos, nem a quase extinção dos castanheiros, outrora tão abundantes, quebraram a tradição do magusto. A castanha perdeu, de facto, o seu lugar na alimentação das populações, mas quando chegam os Santos ninguém dispensa um punhado delas para lançar ao lume e acompanhar com a jeropiga lá de casa. E rara é a aldeia em que a Junta de Freguesia local não providencie um magusto comunitário.

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Património Edificado

Castelo de Penamacor - Torre de Menagem
(Séc. XII a séc. XVI)
Logo após a Reconquista Cristã, Penamacor foi vila régia. Em 1209 D. Sancho I outorga-lhe Carta de Foral. Nos séculos seguintes, o Castelo é reforçado e ampliado face ao aumento da população e à permanente ameaça dos reinos vizinhos. Durante o século XVII, no decurso da Guerra da Restauração, a velha fortaleza medieval é parcialmente demolida e surge uma estrutura abaluartada que envolve toda a vila.
O Castelo, implantado em promontório rochoso, aproveitando as condições naturais que permitiam alcançar largas vistas, integrava a linha de defesa da fronteira. Hoje, a Torre de Menagem é tudo o que resta da alcáçova de uma das mais importantes fortalezas da Beira.
Não se pode, com rigor, situar o ano ou reinado da sua construção. Sabe-se que no início do séc. XVI sofreu obras, provavelmente de reforço ou de restauro. Um testemunho do séc. XVIII ainda a descreve coroada com balcão de matacães assente em cachorrada. A entrada processava-se por uma das dependências assobradadas da alcáçova, através de porta única, situada a cerca de seis metros da base e à qual se acede hoje por escada exterior. O Castelo de Penamacor foi classificado Monumento Nacional em 1973.

Antiga Casa da Câmara
(Século XVI)
A antiga Casa da Câmara  de Penamacor é um exemplo perfeito de localização da casa da câmara sobre as portas da vila. Encontra-se no alinhamento da muralha  e assenta sobre  a primitiva porta da vila, a cujo portal românico se justapôs o portal gótico, originando uma entrada em túnel. Por simples observação depreende-se que o edifício actual resulta de várias intervenções ao longo dos últimos séculos. No interior encontram-se dois compartimentos: o mais pequeno servia para o escrivão da Câmara, no mais amplo realizavam-se as sessões. Aqui reuniram e deliberaram os vereadores do concelho até aos anos 1800, altura em que a Câmara transitou para a actual localização, junto ao Terreiro de Santo António. Despojado das suas antigas funções, o edifício viria a servir de paiol da guarnição militar, e, já em 1949, foi sede do núcleo embrionário do Museu Municipal. Entre 2005 e 2010 acolheu o Posto de Turismo.

Torre do Relógio
(Século XIV ou XVI)
Adossada à muralha medieval, esta torre foi peça importante na defesa das portas da vila. A sua construção remonta, provavelmente, a meados do séc. XIV. As actuais ameias e campanário resultam da reconstrução operada em meados do séc. XX,  para receber o novo relógio carrilhão instalado em 1956, em substituição do antigo, que já vinha do séc. XIX. As numerosas inscrições que se observam no aparelho de cantaria são marcas de canteiro.


Pelourinho
(Séc. XVI)
O pelourinhos são antigos símbolos de autonomia administrativa e judicial.  Junto deles se proclamavam os editais e, por vezes, se executavam sentenças. O pelourinho de Penamacor é considerado peça única no Distrito de Castelo Branco, por manter ainda as argolas nos seus ganchos de ferro forjado.  Seguindo a regra, situa-se junto à Câmara, donde emanavam as decisões das autoridades públicas.  O terreiro contíguo serviu, primeiramente, de praça pública e mercado e, mais tarde, quando aquelas funções se deslocaram para o arrabalde, como cemitério, situação que se verificava ainda no início do séc. XIX. A data inscrita no brasão de armas da vila, na face sul do capitel, é de 1565.

Igreja da Misericórdia
(Século XVI)
As Misericórdias foram instituídas em Portugal com o alto patrocínio da rainha D. Leonor, a partir de 1498, com a finalidade de assistir aos pobres e enfermos. A Misericórdia de Penamacor data, certamente, do reinado D. Manuel I (1495-1521), em cuja época a vila regista um assinalável surto de crescimento urbano, atestado pelos numerosos apontamentos arquitectónicos disseminados pelo arrabalde, de feições caracteristicamente manuelinas, cujo o melhor exemplo é o bonito portal da própria igreja, com as suas arquivoltas ornadas de motivos vegetalistas, típicos do gótico final português. No interior sobressai o altar-mor, em talha de estilo nacional, bem como as magníficas imagens de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos Passos, que ocupam os altares laterais. À porta da Misericórdia funcionou, até ao primeiro quartel do séc. XX, a roda dos expostos, artifício pelo qual se recebiam os recém-nascidos enjeitados. Por tradição, que ainda se mantém, cabe ao sino da Misericórdia anunciar o falecimento dos naturais da vila.

Igreja de São Tiago (Matriz)
(Século XVI)
Não se conhece, em rigor, a data de construção da Igreja de São Tiago, embora alguns apontamentos arquitectónicos, próximos da renascença, e a sua localização no arrabalde (por conseguinte, num momento em que a vila já havia transbordado há muito para fora das muralhas medievais),  apontem para o séc. XVI, ou mesmo para tempos mais recuados. A fachada foi alvo de algumas transformações ao longo dos tempos. Em meados do séc. XX apresentava uma varanda  assente no friso sobre o portado principal, onde no séc. XIX havia existido um óculo e no presente se observa o nicho com a figura de São Tiago, sob o óculo entretanto reposto. O interior é composto de três naves, separadas por amplos arcos sustentados por elegantes pilares de granito, e capela-mor, cuja abóbada apresenta uma pintura representando a Trindade. O transepto apenas é sugerido pelos dois altares laterais que se opõem entre si, no conjunto dos quatro existentes no corpo da igreja. A notória inclinação do campanário é razão de alguém, por gracejo,  já lhe ter chamado a “Torre de Pisa” de Penamacor.

Convento de Santo António de Penamacor
(Séc. XVI)
Fundado em 1571 pelos Frades Capuchos de São Francisco, a rogo dos “principais” da vila de Penamacor, oficiais da Câmara e do próprio Bispo da Diocese da Guarda junto do Ministro Provincial da Ordem, o Convento de Santo António foi construído com a ajuda das rendas do concelho, doações de fidalgos, abastados da terra  e com a mão-de-obra voluntariosa de toda a população.  A partir de 1834, com a extinção das Ordens Religiosas e nacionalização dos seus bens, o edifício conhece vários usos. Entre períodos de abandono e degradação é sucessivamente Hospital (1867–1905), Centro de Saúde (1975-1990) e Centro de Dia assistencial para idosos. Em 1946, o Ministério de Assuntos Sociais entrega à Misericórdia o hospital e todos os seus bens, incluindo o Convento. A estrutura arquitectónica do conjunto prima pela sobriedade, destacando-se a fachada da igreja, onde se evidenciam elementos clássicos, e o claustro, de dois andares, de proporções igualmente clássicas. O interior da igreja  surpreende pelo brilho da talha que reveste o altar-mor e o púlpito, de cunho barroco, os dois altares laterais, ambos de feição clássica, e o tecto de caixotões decorados com motivos picturais tipicamente barrocos.  Curiosas pinturas orientalistas podem ser ainda vislumbradas no cadeiral do coro, talvez relacionadas com o papel evangelizador dos franciscanos no Extremo Oriente. Na sacristia sobressaem os quadros de episódios da vida do grande taumaturgo e patrono do Convento, Santo António. Da imagística de outrora restam as figuras dos patronos São Francisco e Santo António e uma da Nossa Senhora da Conceição.

Além dos monumentos emblemáticos, que integram habitualmente os roteiros e cartas turísticas, existe uma grande variedade de motivos de interesse patrimonial para os quais urge chamar a atenção e despertar consciências com vista à sua preservação por parte de cada um.

Alameda dos Balcões Vale da
Senhora da Póvoa

 

 

 

 

Fonte de mergulho de abastecimento público em
Benquerença, antes da água canalizada

 

 

 

 

Sepultura antropomórfica em
Aldeia de João Pires

 

 

 

 

Forno de cozer pão, em contexto
rural, Veigas, Baságueda

 

 

 

 

Casa de campo, com furda e pocilga
de porcos, Salvador

 

 

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