pdm2revisao

turismolazer03

estrategia 25

risco incendio

pdm online2

Freguesias

 

União de Freguesias de Aldeia do Bispo, Águas e Aldeia de João Pires
Aldeia do Bispo
Aldeia do Bispo está situada num vale, nas margens da ribeira da Raivosa, afluente da ribeira das Taliscas, no cruzamento dos caminhos para as freguesias de Águas, Bemposta, Aranhas, Aldeia de João Pires e Penamacor. Fica a cerca de 7 km da sede do concelho.
Ignora-se a que ponto o nome Aldeia do Bispo estará relacionado com a pertença do lugar em algum tempo a algum bispo. Tradicionalmente alega-se que por lá passou e morreu um bispo, ou ainda que um bispo ali possuiu uma propriedade, cujos descendentes dos quinteiros terão dado origem à povoação. De fonte certa é a forte presença de assentamentos romanos na zona, como prova o achamento do tesouro da Lameira Larga e os numerosos sítios já detectados.
Nos últimos anos a freguesia tem apostado fortemente na requalificação urbana.

Águas
A origem do topónimo estará certamente relacionado com as águas termais da Fonte Santa,  “olho de água com sabor a enxofre (...) da qual usam nas enfermidades...” (1) situadas a cerca de meio quilómetro. A povoação esteve durante muito tempo anexa à paróquia de S. Tiago de Penamacor. Do património cultural salienta-se a igreja matriz,  projecto do arquitecto Teotónio Pereira, a igreja velha, o Calvário, a capela do Espírito Santo, o chafariz monumental, e alguns exemplares de arquitectura civil ligados às casas de lavoura ricas, donde se destaca a Casa Megre.
(1) Declaração do cura de Águas, em 1758

Aldeia de João Pires
Aldeia de João Pires fica a cerca de 10 Km da sua sede de concelho. Segundo a lenda, um tal João Pires, morador algures fora do lugar,  detinha ali vasta propriedade administrada por um feitor inflexível na aplicação das orientações do patrão. Descontentes com as elevadas rendas, mesmo em anos de más colheitas,  os rendeiros exigiram certa vez a presenção do próprio João Pires com o pretexto de lhe pagarem directamente. Veio este ao local, onde como paga recebeu a morte. Diz-se que a Cruz do Rebolo, situada à direita da estrada que vai de Aldeia do Bispo, assinala o sítio onde foi assassinado.
Aldeia de João Pires é pequena uma pequena jóia a preservar, com as suas casas de cantaria e balcões típicos. Possui um pequeno Museu, propriedade do Centro Paroquial local, e a única banda filarmónica actualmente existente no concelho, que comemorou em 2009 o seu 1º centenário.

Aranhas
Aranhas fica situada a cerca de 10 Km de Penamacor, na estrada para Salvador.
O topónimo tanto pode derivar do próprio aracnídeo e do facto de aí proliferar, como, mais provável, estar ligado aos teares que abundavam na aldeia.  Aranhas é terra de grandes tradições folclóricas. O seu Rancho Folclórico é um verdadeiro embaixador da freguesia e do próprio concelho.

Vídeo disponível na loja do Museu Municipal.

Clip de filme 1

Clip de filme 2

 

 

 

Benquerença
O topónimo Benquerença é justificado numa das mais belas lendas insertas no volume  “Lendas de Portugal” (1), segundo a qual uma bela rapariga, muito estimada pelas gentes do lugar onde morava, é salva de uma terrível enfermidade pelo amor de dois rapazes que a disputavam para casar, moradores cada qual em seu pequeno povoado, situados nas redondezas. Ao leito da pobre moribunda, põem de parte rivalidades: Guilherme, rapaz forte, doa o seu sangue; Simão, médico, procede à transfusão que devolve a saúde à Boa Rapariga, a qual, curada, propõe a junção dos três povoados  como sinal da sua benquerença.
A igreja Matriz, a capela de Nossa Senhora da Quebrada, o Cruzeiro e as Fontes de Mergulho são alguns dos pontos de interesse patrimonial. Possui ainda uma agradável Zona de Lazer, com área de serviço para auto-caravanas, no sítio do Moinho, a cerca de um quilómetro da aldeia, nas margens da ribeira da Meimoa, onde se realizam eventos como festivais de música, encontros de motards e de caravanistas, convívios de grupos, etc.
(1) Porto, Universus, Gentil Marques, 1962

Meimão
Para a origem do topónimo várias proposições são conhecidas. A de Frei João de Sousa é de opinião que Meimão, masculino de Meimoa, resulta da palavra árabe Mamona, nome de mulher, com sentido de vale fértil. Outras opinões apontam para a relação com o nome pessoal Mioma, resultando a povoação de uma villa romana pertencente a Miomano. Como quer que seja, o lugar é habitado desde  a Idade do Bronze, como o testemunha e estela aqui achada com figuras de guerreiros inscritas.
É a freguesia situada mais a norte do concelho. É também a mais distante da sede do concelho, distando desta cerca de 30 Km  por estrada. Nos finais dos anos 70 do século passado foi contruída a barragem designada da Meimoa, por se inserir no leito da ribeira do mesmo nome, mas que, de facto, se estende exclusivamente por terras do Meimão. Para os meimãoenses o desafio de hoje está em compensar a perda das terras férteis perdidas para a barragem, com mais valias retiradas dos vários aproveitamentos possíveis da albufeira.

Meimoa
O passado da Meimoa está hoje relativamente desvendado, graças a estudos que têm vindo ser efectuados a vários níveis, alguns dos quais recentemente publicados, como são as monografias “Meimoa de Ontem e de Hoje” e “Comenda da Ordem de Avis da Meimoa”, ambas de António Cabanas, assim também o trabalho de investigação intitulado “Cova da Beira – Ocupação e exploração do território na época romana”, de Pedro Carvalho, a que poderemos juntar algumas conclusões prévias das escavações arqueológicas efectuadas na Canadinha, ainda sem relatório publicado.
Para o topónimo Meimoa, além da associação que se poderá fazer ao de Meimão, aventa-se ainda a possibilidade de se relacionar com os termos mamoa ou mammula, o primeiro aplicado a estruturas funerárias proto-históricas, semienterradas e de aspecto exterior arredondado, o segundo significando mama, em latim.
A freguesia tem sabido aproveitar as condições da sua boa localização, desenvolvendo a restauração e criando uma Zona de Lazer com grande procura no período estival. A bem conservada ponte romano-filipina, ex-libris da aldeia, e o museu Dr. Mário Bento, constituem os motivos de interesse patrimonial mais significativos.

 

União de Freguesia de Pedrógão de S. Pedro e Bemposta
Pedrógão de S. Pedro

Situada a sul do concelho, a cerca de 12 km de Penamacor, na estrada de Castelo Branco, Pedrógão de S. Pedro revela-se uma agradável surpresa para quem percorre o intrincado das suas pitorescas ruas e ruelas ladeadas de casas rústicas, graníticas, do seu compacto núcleo antigo. Supõe-se que o topónimo tenha origem no nome Petrónius à semelhança do que se atribui para as localidades homónimas de Pedrógão Grande e Pedrógão Pequeno. O complemento “de São Pedro”, acrescentado no século XX para se demarcar daquelas, está em relação com o orago da freguesia, S. Pedro apóstolo.
Pedrógão é possuidor de um interessante património cultural, donde se destacam a igreja paroquial, várias ermidas, o calvário, e numerosas fontes.
A Associação Cultural e Desportiva local mantém, desde há longo tempo, a sua equipa de futebol na 1ª Divisão do Campeonato Distrital, o que é motivo de orgulho para os pedroguenses.

Bemposta
Apesar de ser, no presente, a mais pequena freguesia do concelho, Bemposta constituiu até 1836, ela própria, concelho. Testemunho disso é o pelourinho que ainda podemos admirar, símbolo da jurisdição municipal. A par do pelourinho e do seu passado histórico, a freguesia orgulha-se do precioso património que ainda  subsiste, como a capela do Espírito Santo, as ruínas do castelo, as suas casas típicas, de balcão. Recentemente foi aberto um pequeno núcleo museológico na capela de S. Sebastião, onde estão expostas um conjunto de valiosas aras do período romano e um conjunto de estelas funerárias de tipologia rara.

Penamacor
A história da vila de Penamacor, cabeça do Município e sede de freguesia, confunde-se com a história do próprio concelho, e sobre essa já muito se disse noutros capítulos, assim como sobre o seu património. Também sobre os aspectos lendários da sua fundação e sobre certos particularismos da sua história se remete para a obra tutelar de José Manuel Landeiro “O Concelho de Penamacor…”. O que importará aqui e agora aportar são os novos dados que a arqueologia recentemente veio levantar e o que isso acrescenta ao conhecimento sobre o lugar onde Penamacor nasceu. E mediante aqueles dados, resultantes do trabalho de campo e da investigação subsequente, a pena ou penha onde se veio a erguer o castelo medieval começou por ser um habitat pré-histórico, à semelhança dos que foram detectados no Cabeço do Ramalhão e Monte do Frade (Idade do Bronze). Comprovadamente, os romanos também estiveram no local, assim como os mouros, referenciados no foral sanchino. Natural será que, antes, os godos também aqui se estabelecessem, numa corrente contínua de povos e gerações.
Sobre os últimos oito séculos, apesar de tudo o que já se publicou, muito ainda haverá por revelar. No imediato, aguarda-se com alguma expectativa a publicação de dois trabalhos inéditos, um sobre o período medieval, o outro sobre os aspectos militares, da Restauração à contemporaneidade.
Posto isto, restará talvez dizer que a vila se constituía em três paróquias até à reforma liberal, altura em que foram extintas Santa Maria e São Pedro, ambas circunscritas na cerca medieval, ficando apenas Santiago.

Salvador
A freguesia do Salvador fica situada no sopé da vertente sul da serra que se estende em crista de poente para nascente desde Aranhas e vai além de Penha Garcia até ao Erges. Pertenceu ao termo de Monsanto até ser incorporado no termo de Penamacor, na sequência das reformas liberais.
Um estudo criterioso sobre a aldeia e as sua gentes, da autoria de Albertino Calamote, foi publicado em 2009, razão porque não se adiantam outras considerações de ordem histórica. É certo que Salvador foi das freguesias que registaram maior crescimento populacional ao longo dos últimos dois séculos, continuando hoje a dar sinais de invejável vitalidade, traduzida na instalação de algumas micro-empresas enquadradas na economia tradicional local, sendo o caso de um lagar de produção de azeite biológico ou o de uma padaria tradicional.

Vale Sr.ª da Póvoa
Vale de Lobo até 1957, Vale da Senhora da Póvoa desde então, por vontade da sua população, esta freguesia, que pertencia ao termo da Covilhã, veio ao termo de Penamacor por insistência dos pedidos dos homens-bons desta vila ao rei D. Fernando I, para fazerem face à escassez de gentes, cabedais e mantimentos que dificultavam a manutenção e defesa do castelo.
Atendendo ao seu orago, São Tiago, é provável que o lugar estivesse na rota dos caminhos de Santiago, assim como Penamacor, cuja actual Matriz se situaria então na periferia do arrabalde, à beira do caminho que de Idanha seguia para o Terreiro das Bruxas e daí para Belmonte.
A romaria de Nossa Senhora da Póvoa, de grande nomeada em toda a província da Beira e para além dela, é ainda hoje um caso sério de afluência de peregrinos que todos os anos inundam o belo santuário no sopé da serra d’Opa.

tl bt



bm bt41

artedotelho1

ap livro abril1

cmp an coc 01

expo esculturaurbana1

adorocinema2017 1b

link exposicoes