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Homenageados no  II Colóquio de Arqueologia e História do Concelho de Penamacor

No primeiro dia do II Colóquio de Arqueologia e História do Concelho de Penamacor – 40 anos depois – Ciências, Territórios e Saberes em Mudança foram homenageados Candeias da Silva, António Lopes Pires Nunes e Fernando Patrício Curado por serem memórias vivas do primeiro Colóquio e por todos os trabalhos realizados e publicados em prol da região nestas duas áreas tão nobres que ali foram debatidas durante três dias. Também Silvina Silvério e José Luís Cristóvão foram homenageados por deixarem não menos honrosos testemunhos nas áreas da História e da Arqueologia, para a região e para o concelho de Penamacor em particular.


Quem são os homenageados?

Professor Candeias da Silva: nascido a 27 de outubro, de 1946, na pequena freguesia de Orca, concelho do Fundão, desde muito cedo nutre o interesse por estas áreas do saber. Licencia-se em História, na Universidade de Coimbra, é mestre pela Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa, e doutor em Letras (História) pela mesma Faculdade. Sempre dedicou a sua vida à produção de conhecimento cientifico na área da história e alguém dizia sobre ele, nos idos anos 80 aquando da publicação das actas do I Colóquio de Arqueologia e História em que participou, que era um homem "preocupado com os problemas relacionados com a defesa do património cultural".
Investigou ao longo dos anos, nos registos do passado, assuntos ligados com as temáticas em causa. Debruça-se em 1979 sobre o estudo da viação romana no sudoeste do antigo território penamacorense. Falou das vias da Egitânea, capital de Civitas, ao tempo dos Romanos, de Medelim e Bemposta, da Mata da Rainha à Torre dos Namorados e à Capinha Romana.

Tenente Coronel António Lopes Pires Nunes: mais conhecido na Vila de Penamacor por Tenente Coronel Pires Nunes, nasceu em Castelo Branco, no ano de 1939. Licenciou-se em História pela Universidade de Coimbra, com pré especialização em Arqueologia Clássica, e dedicou parte da sua vida ao estudo da História Militar, com trabalhos de investigação nas disciplinas de etnografia, arqueologia e arte. Foi importante para a Vila de Penamacor pois foi aqui que cumpriu serviço militar e também participou ativamente para a criação de conhecimento cientifico na área da história e da arqueologia do Concelho de Penamacor, em particular, com uma comunicação sobre a Fortaleza da Vila de Penamacor, e região circundante, de maneira geral.

Engenheiro Fernando Patrício Curado: engenheiro técnico aposentado, que nas horas vagas se dedicava à investigação, numa área muito especifica, o estudo da epigrafia, a leitura da escrita do passado na pedra. Também reservou algumas horas da sua vida ao concelho de Penamacor, publicando artigos em torno de algumas das inscrições do nosso concelho. Recordamos o caso da ara votiva a Diana, depositada no Museu Paroquial da Aldeia de João Pires.

Drª Silvina Silvério: arqueóloga com diversos e valiosos trabalhos desenvolvidos na área do Concelho de Penamacor, tomou a si, de forma tão carinhosa, o território que a ela não pertencia. Falamos de Penamacor e Castelo Novo, onde teve como incubadora um projeto maior de estudo para valorização do ponto de vista arqueológico: um projeto sobre os castelos da beira. Mas não falamos só da ocupação dos Castelos, falamos também de mais projetos como os que importa recordar: os projetos de Valorização da Villa romana de Meimoa ou os trabalhos arqueológicos do sitio romano da Saibreira. Trabalhos esses que esperava ver terminados, mas por questões de saúde a impediram de continuar, estando alguns deles em aberto, à espera de novidades, que esperamos sejam para breve.

Dr. José Luís Cristóvão: filho da terra, nasceu em Benquerença, uma das localidades do concelho de Penamacor. Voltou-se para a Vila vizinha de Idanha, onde atualmente exerce a sua profissão como arqueólogo, ou melhor um sonho de criança. Mas foi neste concelho tão seu quanto nosso que começou a dar os seus primeiros passos na arqueologia, com participação ativa na criação de conhecimento. Deu os seus contributos para a identificação e escavação da sepultura romana da Arrochela, que tanto engrandece o Museu Municipal de Penamacor e o património do concelho. É com ele que se traz a luz dos olhos da atualidade: a ocupação romana em torno da Meimoa, com os trabalhos de prospeção arqueológica naquela área.

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28/10/2019

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