Caros Munícipes
Na passagem de um ano para outro somos por vezes levados a pensar que algo velho e gasto termina e algo novo e prometedor começa. Como se as 00:00 horas do dia 1 de Janeiro fizessem esquecer os problemas e preocupações do passado e uma nova etapa cheia de esperanças e oportunidades se iniciasse. Normais e compreensíveis sentimentos, especialmente para aqueles a quem a vida teima em não sorrir. Pessoalmente, enquanto autarca, só encaro a sucessão dos anos civis como marcos contabilísticos, em face dos quais é obrigatório fechar contas, porque, no fundamental, no trabalho do autarca nada se altera. Os sonhos, os projetos e a sua concretização não dependem de calendários civis, dependem, sim, das aspirações, da força e do querer para os levar avante. Havendo sonhos, projetos e a capacidade de os concretizar, restará aferir ainda se esses correspondem, de facto, à melhor opção para prosseguir o caminho delineado. E aqui está o cerne da questão: que caminho e que fundamentos o sustentam. E este, para mim, é também o cerne da política: tomar as decisões necessárias em função de uma estratégia construída sobre a rigorosa avaliação prévia da realidade. Naturalmente que, apesar das boas intenções e de todos os cuidados que possamos ter, haverá sempre algum risco na tomada de decisão, que, contudo, não nos pode deixar cair na inação. Ao cabo de três anos no exercício do cargo de presidente da Câmara, olho hoje para trás e confesso que não posso reprimir a sensação de dever cumprido perante a aplicação prática dos pressupostos e considerandos que acabo de expor. Na verdade, independentemente da nossa ideia de futuro para o concelho, que certamente tínhamos, começámos por debater estratégias e planos de ação com os parceiros institucionais, tecido empresarial e particulares, aos níveis regional e local, em função das políticas nacionais para o desenvolvimento global do país, sem prejuízo de, ao mesmo tempo, nos propormos, como numa corrida contrarrelógio, aos últimos fundos disponíveis no anterior quadro comunitário (QREN), que já foram canalizados para algumas das vertentes de investimento que consideramos prioritárias, nomeadamente a da reabilitação urbana.

 

 

 


Depois, já na vigência do novo quadro de apoio (Portugal 2020), foi a correria aos PROVEREs, no quadro dos consórcios de eficiência coletiva; o empenhamento no processo de validação e aprovação do Plano de Renovação Urbana (PARU); a apresentação de projetos ao Pacto de Desenvolvimento e Coesão Territorial, bem como ao Programa de Sustentabilidade no Uso de Recursos (PO SEUR) e ao PDR - Programa de Desenvolvimento Rural, tudo isto para assegurar o financiamento possível que nos permita levar por diante um programa diversificado de ações, que, no conjunto, se interligam e se complementam nos seus propósitos. Somando tudo, o concelho dispõe hoje de uma carteira de projetos, uns em fase de conclusão, outros em fase de concurso, outros ainda já em obra, que, não tenho dúvidas, nos permitirão encarar o futuro com mais otimismo e elevar a nossa autoestima, essa felizmente em alta, como de resto pudemos constatar durante a recente edição do evento Vila Madeiro.
BOM ANO!

 

O Presidente da Câmara


António Luís Beites Soares

 

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

PROPRIEDADE: Câmara Municipal de Penamacor
DIRETOR: António Luís Beites Soares
COORDENAÇÃO: Joaquim Nabais
DESIGN: Vítor Gil